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Jesus que baixastes à Terra e Vos fizestes homem para que melhor Vos compreendêssemos, que ficastes na Eucaristia para nunca mais nos abandonar ! Jesus cuja doutrina foi amar primeiro a Deus e logo depois ao próximo. Não seria o cavalo que me leva e me traz do trabalho, meu próximo? Não seria meu próximo o cachorro que protege os meus bens da ambição alheia e caminha comigo contente? Se é assim, eu que amo tanto os animais e os considero irmãos meus, venho pedir-Vos Senhor Jesus, que depositeis em cada coração humano uma gota a mais de amor pelos animais indefesos, que tanto amam os homens e que são tão pouco amados por estes. Dai-lhes um coração amoroso para amar estas criaturas, mente aberta para compreendê-los e mãos para acariciá-los, pois se o Homem é o Rei da Criação, deve fazer seus súditos felizes ! (Isabel Calla, 14 anos, Sevilha, Espanha)
"Os animais são os irmãos menores dos homens. Eles também, como nós, vêm de longe através de lutas incessantes e redentoras, e são, como nós, candidatos a uma posição brilhante na espiritualidade. Não é em vão que sofrem nas fainas benditas da dedicação e da renúncia, e a favor do progresso dos homens". "Novas Mensagens". "Estes seres que são nossos irmãos menores e necessitados, do planeta, não nos encaram como superiores, generosos e inteligentes, mas como verdugos cruéis. Confiam na tempestade furiosa que perturba as forças da natureza, mas fogem, desesperados, à aproximação do homem de qualquer condição, excetuando-se os animais domésticos que, por confiarem em nossas palavras e atitudes, aceitam o cutelo no matadouro, quase sempre com lágrimas de aflição, incapazes de discernir, com o raciocínio embrionário, onde começa a nossa perversidade e onde termina a nossa compreensão". "Missionários da Luz". Evidencia-se, portanto, através dessas declarações de espíritos credenciados no labor mediúnico espiritista e de vossa confiança, que muito grave é a responsabilidade dos espíritas no tocante à alimentação carnívora. De modo algum ser-lhes-á tolerada pela Lei da Vida, da qual não podem alegar desconhecimento, qualquer desculpa posterior, que lhes suavize a culpa de trucidarem o seu irmão menor! É a própria bibliografia espiritista e comumente apontada como a diretriz oficial da conduta espírita, que vos notifica de tais deveres e acentua a urgente necessidade do vegetarianismo. Já vos temos dito que as humanidades superiores são inimigas do macabro banquete de vísceras e corpos cadavéricos. Lembramo-vos o conceito sensato de Allan Kardec, de que "a natureza espiritual deve predominar sobre a natureza animal". E disso podeis ter a comprovação através das próprias obras mediúnicas que afirmais serem de confiança. (Copiado do impresso do GRUPO DE TRABALHO RAMATI e publicado pela SOZED para distribuição gratuita)
Em 1950, Sua Santidade, Pio XII, manifestou a uma delegação de protetores de animais, o seguinte: "O mundo animal, como toda Criação, é uma manifestação do poder de Deus, de Sua Sabedoria e de Sua Bondade e como tal merece o respeito e consideração do homem. Todo o desejo de matar animais, sem motivo justificável, toda a dureza inútil assim como toda crueldade ignóbil contra eles, devem ser condenados. Além do mais, esta conduta exerce uma nefanda influência sobre a sensibilidade normal da alma humana e provoca unicamente a brutalidade no ser humano." (Colaboração da "Sociedade Zoófila Educativa" - SOZED. Distribuição gratuita)
Sabe, Pai, ainda não entendi. Viemos à praça, pensei ser um passeio. Estranhei, pois ele não tinha esse hábito, mas fui feliz. Lá chegando, me deu as costas, entrou no carro e nem disse adeus. Olhei para os lados, nem sabia o que fazer. Ainda tentei segui-lo, mas o carro era muito rápido... Vaguei assustado pelas redondezas... Às vezes parava no mesmo lugar, sempre com a esperança de que meu dono voltasse para me buscar. Muitos dias se passaram e as noites pareciam não terminar. Custei muito a acreditar que ele realmente tinha ali me deixado. Que teria eu feito de tão mal, para desprezar assim o amor de um animal? À noite, quando ele chegava, abanava o rabo, feliz, mesmo que ele nunca viesse ao quintal me ver. Às vezes eu latia, mas tinha pessoas estranhas no portão, não podia deixá-las entrar sem avisar meu dono. Quem sabe foi minha dona que mandou, devia estar lhe dando trabalho... Como sinto saudades das crianças! Elas me adoravam! Puxavam-me a cauda, às vezes. Eu ficava uma fera, mas logo éramos amigos novamente. Devem ter dito que fugi, provavelmente em busca de uma aventura e não soube voltar. Imagino que tenham chorado, pois realmente me amavam, como eu ainda as amo. Hoje só bebo água suja. Estou magro e faminto. Meus pêlos já caíram quase todos e ainda fui atropelado por não saber andar nas ruas. Não sei se por sorte ou por azar eu ainda pude andar. Sabe, Pai, faz muito frio à noite, no canto de chão molhado que arrumei para ficar. Creio que ainda hoje vou me encontrar Contigo. Peço-vos, então, não mais por mim, mas pelos meus irmãozinhos, pois sei que aí no céu a maldade dos Homens não vai mais me alcançar: Mande-lhes pessoas que tenham deles compaixão pois, como eu, sozinhos e abandonados não mais viverão. Amenize-lhes o frio, igual ao que agora sinto, com o calor dos atos de pessoas abençoadas. Diminui-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado. Mata-lhes a sede de todos os momentos, com água pura de Teus ensinamentos transmitidos ao Homem. Alivia-lhes a dor das doenças, afastando a ignorância da Terra que vem da ignorância dos Homens. Ampara as cachorrinhas prenhas que verão suas crias morrerem de fome, frio e pestes, sem nada poderem fazer. Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos apregoados como religiosos, em laboratórios e tudo o mais, tirando das mãos humanas o desprezo ao que por Ti foi também criado. Abranda a tristeza dos que, como eu, foram também abandonados, pois entre todos os males foi esse o que mais me doeu... Recebe então, Pai, nesta noite gélida, a minha Alma, pois não será mais meu o sofrimento, mas dos que ficarem, e por eles vos peço. (Autor desconhecido) |
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