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Em parceira com três ONG's de Petrópolis - S.P.P.A., Animavida e Companhia dos Animais - a Prefeitura Municipal de Petrópolis iniciou, em 02 de março de 2005, um projeto de esterilização de cães e gatos pertencentes a moradores de comunidades carentes e de baixa renda. No decorrer do projeto, outra ONG - o Gapa - foi inserida no projeto, vindo a atuar, principalmente, no distrito de Itaipava e adjacências.
Tal parceria permite que cada entidade esterilize em torno de 25 fêmeas por mês, entre cadelas e gatas, totalizando 100 castrações mensais.
O papel das entidades é ir até as comunidades, conscientizar a população local sobre a importância do controle populacional de animais domésticos, que gera benefícios não somente para os cães e gatos - tais como a prevenção de câncer de útero e de mamas - mas também para o ser humano.
Um número excessivo de animais gera abandono. Animais domésticos não conseguem viver sem um protetor humano, que providenciará a ele alimentação adequada, vacinas, vermífugos e tratamento veterinário. O animal abandonado sofre física e emocionalmente. Já acostumado com a atenção que recebia do proprietário, não entende por que não mais recebe ajuda como antes. Em sua luta para sobreviver, não mais recebe o tratamento e a alimentação adequados e mais facilmente adquire doenças, algumas das quais podendo ser transmitidas aos seres humanos, as chamadas zoonoses. Ninhadas abandonadas, nem mesmo conseguem iniciar uma luta pela sobrevivência. Sem nenhum amparo, morrem com muito sofrimento.
A esterilização de animais domésticos foi apontada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) - organismo dedicado a promover a saúde no mundo, integrante do Sistema das Nações Unidas, a ONU - como a medida eficaz para o controle populacional de animais, assim como a educação para a posse responsável de animais de estimação. A OMS NÃO recomenda a captura e extermínio de cães e gatos como forma de controle populacional e de combate às zoonoses.
Após o primeiro contato com a comunidade, os voluntários agendam com algum veterinário conveniado dia e hora para a castração. Organizam o transporte adequado dos animais (quando não os transportam!) e orientam os proprietários em relação aos cuidados do pós-operatório. Os voluntários nada recebem por esse trabalho. A Prefeitura paga as cirurgias.
Projeto há muito solicitado pela comunidade petropolitana envolvida e preocupada com o bem-estar dos animais e sua relação com cidadãos em nosso município, é, sem dúvida, um passo em direção ao futuro e à modernidade.
Enquanto vários municípios ainda colocam o dinheiro da população em projetos ineficazes, como o extermínio de animais capturados e confinados em canis públicos pelos centros de zoonoses, Petrópolis se mostra atento às orientações da OMS, tomando medidas inovadores e eficientes, tal como o fazem as nações mais desenvolvidas do planeta.
Trata-se de um trabalho que apresentará resultados a médio e longo prazo, mas será definitivo, permitindo que as futuras gerações de petropolitanos nem sequer acreditem que um dia houve animais abandonados em nossa bela cidade.
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